domingo, 25 de outubro de 2009

50 Motivos Para Ser Motociclista


01 - Pelo espírito de liberdade;
02 - Pelo vento na cara;
03 - Por sentir a garupa agarradinha na sua cintura;
04 - Por ter uma 125 e se sentir um Valentino Rossi numa 500;
05 - Por ter uma custom e ser o próprio Peter Fonda em Easy Rider;
06 - Por fazer novos amigos, que falam a sua língua;
07 - Por poder viajar em grupos;
08 - Por ficar encharcado e feliz;
09 - Por ter a sua pista livre em cima da faixa, quando o trânsito está totalmente congestionado;
10 - Por poder andar sujo, no melhor estilo aventureiro;
11 - Por poder usar a sua fantasia de mau, com caveiras e crucifixos;
12 - Para ir ao Mundial de Motos torcer pelo Alexandre Barros;
13 - Para poder juntar um dinheirinho e comprar uma moto maior;
14 - Por já ter dinheiro e status e finalmente voltar a andar de moto, como na juventude;
15 - Para ouvir o ronco do motor;
16 - Para matar de inveja o seu vizinho careta;
17 - Para conquistar as menininhas;
18 - Para trabalhar, porque a moto é o seu ganha-pão;
19 - Para se sentir poderoso dentro do seu macacão de couro;
20 - Para ter a sensação de voar, como um pássaro do asfalto;
21 - Para ser o pole position nos faróis das grandes avenidas;
22 - Porque a primeira trilha a gente nunca esquece;
23 - Para passar nos pedágios sem pagar;
24 - Para ter um estacionamento exclusivo no shopping center;
25 - Para dar umas escorregadas, porque um tombinho não dói;
26 - Para fazer uma curva e sentir o joelho quase ralando no chão;
27 - Para encher o seu capacete de adesivos bacanas;
28 - Para ir aos encontros de motos falar sobre motos;
29 - Para tentar dar um cavalo de pau com a roda da frente, como Tom Cruise em Missão Impossível 2;
30 - Para cruzar do Paquistão à Índia, como fez Rafael Karan, o aventureiro;
31 - Para comprar um monte de acessórios e deixar sua moto personalizada;
32 - Para poder carrega-la na caçamba da sua picape até a entrada da trilha;
33 - Para servir de moto-táxi no Nordeste e faturar uma graninha a mais;
34 - Para vir a ser um grande piloto de motovelocidade;
35 - Para poder abrir sua própria oficina de motos;
36 - Para um dia participar do Racing Day, em Interlagos;
37 - Porque todos os caminhos levam a Daytona, o grande encontro mundial de motos;
38 - Para se perder numa trilha no meio da noite;
39 - Para rasgar sua calça no mourão da cerca;
40 - Para deixá-la parada na garagem de casa e apenas ficar admirando-a;
41 - Para sentir o cheiro de óleo queimado da sua velha e inesquecível 2T;
42 - Porque entre sua namorada e a moto, você fica com a moto;
43 - Porque a moto só tem dois lugares: não cabem a sogra e o papagaio;
44 - Porque ela gasta muito menos combustível que seu carrão;
45 - Porque ela leva você pelos caminhos da emoção;
46 - Porque no peito de todo motociclista, bate um coração aventureiro;
47 - Porque você consegue extravasar por trás de sua viseira, mesmo que as lágrimas embacem o seu caminho;
48 - Porque um dia você sonhou que chegaria lá;
49 - Porque você ama estar vivo;
50 - Porque você isso, meu amigo, um amante da liberdade . . . motociclista.


(publicado na edição 50 da revista Motociclismo Magazine)

sábado, 17 de outubro de 2009

Orquideas


Por Wisley Severo (20 de Abril 2009)

Hoje, com o passar das horas
Dos dias, meses, anos enfim,
Vejo, mesmo sem ter visto,
Que controverso cultivador
Tornei-me, mesmo sem querer.

Na juventude, a primeira orquídea,
Que nunca fora minha, mas eu cuidara,
Protegia, e envolvia em minhas mãos,
Era rosa, e que o tempo deixara
Em outros jardins.

Tempos depois, em longa jornada,
Uma orquídea proibida, maltratada
Mas de uma beleza encoberta pela
Poeira, e lama do esquecimento,
Cuidei com todas as forças,
E a esquecida, após minha partida,
Tornou-se a mais linda do lugar.
Essa era áurea, como o sol.

Outra, por mais que eu quisesse,
Tentei regar, tentei cuidar,
Mas sempre murchara com meus cuidados,
Não deixara nunca encostá-la,
O meu olhar, e presença a feria,
Mas meu egoísmo e foco errado,
Fez com que deixasse de lado outras
Que morriam pedindo cuidados meus,
Mas minha sede era por aquela orquídea
Pequenina, linda da cor do céu.

Passara algum tempo, essa sim,
Uma orquídea vinda dos grotões,
Da longínqua Amazônia, estava machucada,
Seu cultivador, não cultivara,
Suas pétalas faltavam pedaços,
Suas raízes secas, suas folhas sem vida,
Mesmo não sendo de meu jardim, cuidei,
Arrisquei a vida, o meu sangue,
Para cuidar daquela que não tinha
Cuidados, mas era envolta em ciúme
Daquele que não preservara.
Foi minha orquídea rosa, serena
Que mesmo delicada, agüentara varias
Intempéries, e maus tratos.

Fiquei muito pesaroso em perder essa
Mesmo que nunca fora minha de verdade,
Mas partiu mais forte, e robusta.
Anos de lembranças, saudades,
Vejo na varanda de um grande amigo,
Uma esguia, e encantadora orquídea verde,
Mas eu que já estava às portas de longa
Jornada inesperada, pouco pude cultivar,
Mas o pouco que regei, modestamente,
Deixei mais linda que quando a vi.

Já em longe, num torrão maravilhoso,
E encantador, depois de regar algumas
A beira mar, mas sem pretensão de cuidar,
Enfim me deparo com uma linda orquídea
Da cor de carmim, encarnada e cheia de luz,
Mas tinha um cultivador, porem eu a queria,
E não me importaria em furtar-la
Mas pouco pude regar, tratar de suas raízes,
“Das Dores” dessa lembrança, ficaram o
Encanto e a luz que aquele rubro causara.

Já em terreno pantanoso, nenhuma orquídea
Causara-me comoção, encanto nenhum,
Por muito tempo, ate pensei que não estava
Mais interessado em cultivá-las,
Mesmo depois de vários giros da terra,
Com um enganoso cultivar de uma orquídea nativa,
Mas era um mero engano, um cultivar sem prazer,
Ate, que do nada, do inimaginável,
De um mundo enredado cibernético,
Onde florescem aos montes todos os tipos de flores,
Deparo-me com uma controversa,
De rara beleza, e que era de um lugar que já vivi,
Mas como passara despercebida?
Mas o medo de uma jornada, me fez afastar,
Todavia, seu encanto, seu chamado (sem chamar)
Pulsavam, mexiam com velhos brios,
E enfrentei velhos, novos, e atuais cultivadores,
Até ter comigo aquela bela orquídea,
Que mesmo em seu habitat, eu cuidara de longe,
Voei no pássaro de ferro, pra ver de perto
A minha enfim única orquídea que habitaria meu jardim,
Mas naquele momento, tinha que deixar em seu habitat,
E na volta, fiquei preso aos montes rochosos,
Como Prometeu, pássaros bicando meu fígado,
E minha orquídea foi aos poucos sendo ferida
Por lagartas, formigas, e cultivadores ferozes,
E preso ao monte, meus gritos de ira,
Fez que a minha orquídea murchasse,
E a luz se apagara. Perdi de vez a mais bela
E rara orquídea, a minha orquídea Negra.
“Que brotou da máquina selvagem,
E o anjo do impossível, plantou como nova paisagem...”


Música do dia

Zamba para olvidar - Daniel Toro

Com Mercedes Sosa e Soledad Pastorutti



Para un amor m. g. h.

No se para que volviste
Si yo empezaba a olvidar
Nose si ya lo sabras
Llore cuando vos te fuiste
Nose para que volviste
Que mal me hace recordar.

La tarde se ha puesto triste
Y yo prefiero callar
Para que vamos a hablar
De cosas que ya no existen
No se para que volviste
Ya ves que es mejor no hablar

Que pena me da saber que al final
De ese amor ya no queda nada
Solo una pobre cancion
Da vueltas por mi guitarra
Y hace rato que te extraña
Mi zamba para olvidar.

Mi zamba vivio con migo
Parte de mi soledad.
Nose si ya lo sabras...
Mi vida se fue con tigo
Que mal me hace recordar

Mis manos ya son de barro
Tanto apretar al dolor
Y ahora que me falta el sol
No se que venis buscando.
Llorando mi amor llorando
Tambien olvidame vos.



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Devaneios sob estrelas


Como em toda noite do meu trabalho, às vezes ignoro o cenário maravilhoso que me encontro. Um céu cheio de estrelas, e quando a lua não se faz presente, elas, as estrelas aparecem mais, um céu salpicado de pequenas luzes, tão lindas e tão distantes.
E estelas reluzentes e distantes, me levam a lembrar de meus amigos, os de hoje e os do passado, pois são como aquelas estrelas, lindas, cheias de luz, mas longe, muito longe, pois assim é a vida, não da pra escolher nosso destino, por mais que tentamos lutar contra. Mas La estão, sobre minha cuca louca, iluminando meus pensamentos, que já viajam pra outro lugar, quando dias de lua cheia, que como meu amor, as vezes esta cheia, iluminando a noite escura, deixando claro os caminhos, ou as vezes, judiado pelas coisas da vida, minguante, triste, pra baixo, o fogo se apagando aos poucos, mas também como a lua nova, tudo escuro, se preparando pra um novo tempo, como uma fera numa caverna, ferida, lambendo suas feridas, se recuperando para novas caçadas. Mas hoje me sinto como uma lua crescente, bem no começo, pois a escuridão ficou pra trás, as feridas já sararam, as lágrimas também, o horizonte esta aos poucos, com calma, muita calma se iluminando, e no retrovisor, o que ficou pra trás é apenas uma forma de me orientar pra não bater La na frente.
O vento sopra em meus cabelos, as mãos estão firmes no volante, meu destino tento guiar, mas sei que pra onde eu vou já esta estipulado pelo meu Senhor, e obediente sigo, mas faço minha parte, até um dia na boléia da minha vida entre alguém que volte a deixar a lua da minha vida, outra vez, cheia.




Wisley Severo – Várzea Grande MT.

Música para ouvir lendo: La luna llena, Mercedes Sosa com Rubén Rada & La Chilinga


domingo, 11 de outubro de 2009

O começo

Outuvro de 2009

Caros amigos.

Decidi criar esse blog com o intuito de juntar num só lugar minhas coisas, coisas que gosto, coisas de mestres da música, da poesia, da fotografia, do humor, e textos de blogs de amigos.
É um blog totalmente despretensioso, é somente um lugar para compartilhar aquilo que gosto, com amigos.
E pra começar, farei aqui uma pequena homenagem a minha mestre maior, Mercedes Sosa, que nos deixou a pouco.
Espero que gostem e nos ajudem a construir um blog bacana.
Meu nome é Wisley Severo, falando de Várzea Grande MT, Brasil.



Mercedes Sosa e Shakira, La maza.