quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

“AMORES VIRTUAIS“



Não brinquem com amores virtuais,
Eles são como todos os amores,
Provocam as mesmas mágoas, mesmas dores,
Daqueles que chamamos de normais.

Estes porém machucam ainda mais,
Pois nunca se divide os cobertores,
Dos beijos não se provam os sabores,
Nem vão-se pelos ímpetos carnais.

Mesmo assim, quando este amor se acaba,
Os dias perdem o brilho, a alegria,
Parece que ao redor tudo desaba.

E a solidão ao cúmulo se revela,
Chorar-se um frágil amor que só se havia,
Na fina transparência de uma tela.
(Desconheço o autor)

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