
Wisley Severo
A fera, solitária sangra
Seu corpo ao mar lançado,
De seta e faca encrustrada,
A couraça grossa ferida,
Mas a fera não esta morta.
As trevas faz compania,
Os pensamentos de morte,
Apontam a única saída,
Na boca o gosto da derrota,
Mas a fera não esta morta.
O sal banha teu rosto,
Armas e nem forças possui,
Somente a vontade da conquista,
Cada vez aumenta, pois,
A fera não esta morta.
No buraco onde se esconde
Apenas uma pequena luz se vê,
Ainda não há força pra ergue-se,
Pois suas pernas foram quebradas,
Mas a fera não esta morta.
Insetos incomodam a carne viva,
Bichos estranhos roem a carne,
A dor tão grande quanto o mar,
O tempo pede que se lamba as feridas,
Mas a fera não esta morta.
Pequena luz que invade os olhos,
Aguça sistematicamente o pensamento,
A conta gotas retorna-se as forças,
Mesmo com o sangrar das feridas,
Pois a fera não esta morta.
Que brindem os algozes,
Que festejem os escarnecedores,
Que gargalhem as bruxas,
Que esqueçam os assassinos,
Porque a fera, não esta morta.
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