Entre a multidão,
Num botequim,
Enquanto os pares sorriem,
Me iludo, a fugir da solidão,
Cigarro na boca,
Copo cheio na mão,
De nada adianta,
A fumaça não leva a lembrança,
A cerveja não afoga,
Os sorriso não trazem a alegria,
Entorpecido de saudade,
Daquele ser especial,
Ou seria espacial?
Que passou feito um cometa,
Olho as estrelas e sei,
Que no mesmo instante,
Por mais que tão distante,
Elas estão a te velar,
Eu dou um grito de socorro,
Mas nem eu mesmo ouço,
Tua voz se calou,
Ao meu lado so a sombra,
E eu, nem sombra do que era.
A dor corroe o homem,
A dor petrifica o coração,
A dor ri do sonho.
E por que de tanto querer?
Do vasto jardim do mundo,
Porque somente aquela
Me faz sentir o perfume da vida,
Sem essa flor, não há perfume,
Nem luz, nem vida.
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